Preconceito vs. Diversão - Uma resposta


Saudações Aventureiros!

Fiquei bastante intrigado com a postagem do Jonnathan Sena no blog RPG Pará, sobre dois assuntos polêmicos: Mulheres e o RPG, e Homens interpretando mulheres. Essa postagem serve como resposta a postagem dele (confiram aqui a postagem completa antes de lerem essa) e resolvi responder aqui nos Cavaleiros, invés de fazer um grande comentário no blog.

Mulheres e o RPG - Mito?


Não é de hoje que sempre temos a lenda que existem mulheres jogando RPG em algum local do Brasil (vou falar mais do Brasil, pois, a realidade difere um pouco de país a país). O RPG, pelo menos até metade da década de 1990, era realmente exclusivamente composto por homens, mais pela parte ainda retrógrada que "esse jogo é para meninos, vá jogar boneca, menininha." Dado aos jogos de miniaturas atraírem muito mais homens nas décadas anteriores a 1980, isso estigmatizou o jogo por ambas as partes do gênero, mas não creio que isso seja uma questão de preconceito.


Com o advento de jogos mais interpretativos, e menos sistemáticos, as mulheres começaram a conquistar o espaço dela dentro as mesas, mas não que elas eram bloqueadas pelos mestres, acho que muito pelo contrário. Levante a mão quem nunca quis ter uma mulher jogando em sua mesa? Como exemplo próprio, sempre tive várias amigas jogando em minhas mesas (eu como jogador ou mestre), e nunca senti esse preconceito gerado pela postagem. Agora, por parte da mulher, que naturalmente são as raras que se interessam por ambientes e histórias de fantasia heróica a Ficção Científica (quadro que hoje em dia mudou muito, graças a literatura e ao cinema), o RPG não era um atrativo. Hoje, o quadro já é bastante diferente. Um exemplo natural é que minha mulher, a Andréia, jogava RPG anos antes do nosso primeiro encontro, e agora, ela joga comigo Dungeons and Dragons 4th Edition, onde hoje em dia ela joga mais (PS. ela jogava mais Vampiro, A Máscara).

Um conselho para mestres que tenham esse tipo de preconceito em suas mesas: experimente florir sua mesa com uma jogadora, você vai gostar - e muito - do pensamento dela dentro do jogo, um pensamento "de mulher", onde tratamos na segunda questão levantada pelo Jonnathan...


Homens interpretando mulheres

Por que homens não podem interpretar mulheres? Essa questão é deveras levantada em muitos grupos, onde ainda existe a associação que o personagem do jogador é ele. Uma questão falha em grupos novos que não separaram essa associação. Se o mestre, tendo que interpretar vários personagens em seu mundo - até criaturas do sexo feminino - pode (e deve) interpretá-los, por que os jogadores não podem?

A associação entre personagens e jogadores é uma atitude falha, e não podemos transformar isso em preconceito, pois assim estaríamos denegrindo um hobby que a principal base é a imaginação. É como voltar no tempo, jogando um exemplo histórico, na época que mulheres não podiam interpretar papeis no teatro (creio que antes do século XX no Brasil, e antes do século XVIII no mundo) e os homens "mais afeminados" interpretavam as mulheres. Puro preconceito!

Em mais um caso, esse assunto é bom conversar com a mesa toda. Essa associação precisa ser quebrada, para não repercutir em algo off (fora do jogo), acabando em discussões e brigas. E como conselho, cada jogador de RPG devia um dia experimentar interpretar uma mulher, encarando - conforme o cenário - a perspectiva feminina. É uma experiência bastante interessante.

Continuem rolando dados, senhores e senhoritas, pois o RPG é um excelente jogo!


FenrirX®

A Gruta - Filme-Jogo no Youtube


Saudações aventureiros!

Há mais de um ano, divulguei nessa postagem um filme bastante interessante que estrearia em Brasília-DF. Trata-se de um filme interativo, onde os espectadores escolhiam os rumos que os personagens tomavam. Agora, A Gruta, feito por Filipe Gontijo, agora pode ser visto (e jogado) no Youtube, e no final de cada cena, o espectador (e jogador) escolhe uma das opções presentes na tela. Com duração entre 5 a 40 minutos, vale a pena conferir. Abaixo, deixo o primeiro vídeo-tutorial sobre ele. Divirtam-se!



Retirado do Jovem Nerd

FenrirX®

The Tester - Reality Show chega a Nerdesfera


Saudações Aventureiros!


Hoje trago uma notícia retirada do grande site Game Vicio. A Sony, criadora do Playstation 3 e muitos outros itens tecnológicos mundanos, lançou exclusivamente pela sua Playstation Network, o reality show The Testers. O reality, simplesmente, testa vários participantes, e o ganhador vai participar da equipe mais invejada do meio nerd/geek: ser um testador de games. Sei que isso pode não ser uma grande coisa para o pessoal que somente joga ocasionalmente o PS3, mas para os viciados de plantão, isso é quase como um sonho se realizando! Abaixo, temos um sneak-peek do programa, onde até uma treinadora de cheerleader participa! Confiram:


Retirado do Game Vicio

FenrirX®

Olá! Eu vim pegar um pacote...





Retirado do Zanorg.org

Até onde o RPG pode ser uma influência negativa?


Saudações Aventureiros!


Hoje venho trazer um pequeno depoimento de algumas pessoas - algumas próximas a mim - de como o RPG pode ser uma influência negativa, se não administrado com cautela. Vou numerá-los e entraremos em detalhes de como contornar essa situação, entre os envolvidos (RPGístas ou não). Todos os envolvidos nos casos relatados abaixo não terão seus nomes divulgados, para preservar a integridade deles.



Caso Um - Influência negativa nos estudos

José (nome fictício) era um aluno exemplar. Frequentava a melhor escola pública do estado, e tirava excelentes notas. Mas conheceu um amigo, Mário (nome fictício), e o grupo dele, que jogavam nessa escola. O RPG é um instrumento fascinante, e como qualquer jogo, deve ser administrado com moderação. Como o jogo estava presente nos corredores desse instituto de ensino, ele não via dificuldade em jogar, até que, pela disposição do mestre, o Mário, que não soube agir com maturidade, jogava diversas vezes ao dia, na semana, e junto com José, ambos começaram a perder rendimentos escolares. É lógico que o RPG não tem culpa, e sim as pessoas que não souberam administrar-lo com sabedoria, e com o acréscimo de vários membros ao grupo, logo a escola viu, como forma negativa, o jogo em seus corredores. Atitude: expulsão do jogo em seus corredores.

A palavra que deveria ter se tornado em atitude era a Maturidade. Todo o jogo, do futebol ao RPG, se administrado com parcimônia, ele torna os praticantes em pessoas evoluídas, e trazem responsabilidades para eles, mas no exato momento que tanto o José quanto o João não souberam administrar, trouxe consequência negativa para ambos. Esse caso repercutiu aqui, no meio RPGísta em Natal, e creio que alguns aprenderam a lição.


Caso Dois - Influência negativa na vida social

Manoel (nome fictício) é um jogador veterano de RPG. Tem namorada, tem emprego, tudo o que uma pessoa no seu 1/4 de século poderia almejar. Exceto uma coisa ele não tem: controle. Toda a rotina dele se estende a trabalhar e dedicar seu tempo livre ao jogo. Preencheu quase seu tempo livre com o jogo, entrando em vários grupos, e deixando de lado sua vida social, atraindo assim a ira de seus parentes e sua amada. Até inventar desculpa para jogar, o Manoel inventa um jeito de faltar compromissos marcados, e até o emprego. E com isso, conseguiu fazer uma reputação negativa para seus parentes sobre seus jogos de RPG.

Esse é um caso onde o RPG virou um vício. No exato momento onde o jogador de mente fraca procura, de diversas formas, o RPG para alguma fuga, ele transforma o jogo em um vilão para os não-praticantes do hobby, e isso, para quem não sabe, é errado! O jogo tem que se manter sadio, e deslizes desses mancha o já-não-tão-limpo nome do jogo no país.


Caso Três - RPG e a família

João (nome fictício) leva a fama de jogador de RPG, mas não de um jeito ofensivo. Como todo estereótipo, ele é confundido por ser "aquele jogador do jogo que matou não-sei-quem lá não-sei-onde", ou "jogador daquele jogo de doidos". Ele também não deixa por menos, além de cultuar aquele jogo mais sombrio, onde na capa tem a informação "Não recomendado para pessoas com QI menor que 90", ou "Recomendado para maiores", ele faz disso seu modo de vida. Como um rockeiro gosta de se vestir como seus ídolos, e alguns são até extremistas, João partiu para o mesmo princípio. Tá que ele até é uma pessoa normal quando não está "vestindo o personagem", mas somente por isso, ele fica estigmatizado perante seus parentes, e todos ao redor que não entendem o jogo, e assim, trazendo aquela tão conhecida fama ao hobby. O caso é tão grande, que o garoto, que não tem uma vida social tão boa, e uma mentalidade mais fraca, usa o jogo como uma fuga da realidade, trazendo assim a ira dos parentes. Chega até o caso de parentes fazerem cruzadas contra o "jogo do demo".

Mas um exemplo de mentalidade fraca, e constatando ainda o julgamento dos parentes, onde é mais fácil culpar o jogo do que o jogador, esse exemplo é um dos mais perigosos para os jogadores.


Resumo

Senhores. Sabemos que o RPG lida muito com a imaginação e inteligência dos jogadores, mas antes que tudo isso se torne mais pessoal, aconselho cautela a todos. Uma boa conversa com os envolvidos é essencial, e não basta somente fechar os olhos para o que está ocorrendo, cabe aos amigos de jogos saberem se algo está acontecendo, e ajudar a mente mais fraca do grupo. Os traços relatados acima são de fácil identificação, e como um grupo na imaginação, somos também um grupo na amizade. Se alguém está sofrendo alguma coisas relatada acima, chegue para a pessoa e converse com ela, temos um status quo para manter, e nada é mais desagradável do que ver nosso hobby sendo relacionado com coisas que sabemos que são mentiras, como a deturpação de caráter e vícios.

Se tiverem algum relato semelhante, pode colocar nos comentários.
E joguem dados, mas joguem de modo sadio.

FenrirX®

Voltando as atividades: Kit do Mestre


Saudações Aventureiros!

Voltando das férias para por ordem na casa, esse cavaleiro agora trará aos senhores (e senhoritas) que visitam o blog, notícias diversas sobre RPG, cinema, internerd, e demais coisas nesse universo. Somente passando um pouco o resumo do que andei fazendo nessas últimas semanas, em que o Nelson_Poison postou suas lembranças e baboseiras arquivadas, juntamente com o [OldSkull] que está fazendo um Tutorial legal de um programa de auxílio aos mestres de plantão, eu estive em uma praia chamada Pitanguí, distantes 30km de Natal (capital do meu querido estado federado do Rio Grande do Norte), isolado de internet, mas com todo o conforto de uma casa de praia, com piscina (um tanquinho, mas bem legal...) e muito próximo da praia. Em breve, colocarei algo aqui, para o deleite dos curiosos.

Voltando ao que interessa, abaixo estou postando um vídeo bem legal, retirado do site Sly Flourish, e feito por Mike Shea, mostrando como ele organizou suas "parafernalhas de mestre" para um evento local. O vídeo é em inglês, mas dá para notar facilmente o que ele levou, e serve como dica para os mestres. Vejam o vídeo:



FenrirX®

Tutorial - Masterplan


Saudações!

Vamos começar com a tradução do Manual que acompanha o programa Masterplan, a versão atual do programa é a 8.1 mas utilizei por bastante tempo a versão 6.7, então vai ser a base do tutorial, ok? Faremos alguns breves comentários nas repostas do post para tentar deixar o mais organizado possível. Postem dúvida nos comentários e tentaremos ajudar todos na medida do possível.


MASTERPLAN MANUAL



Masterplan é um aplicativo que ajuda você a construir campanhas para Dungeons and Dragons 4ª Edição. Você pode delinear sua estrutura de enredo, construir encontros e mapas, e criar criaturas personalizadas e NPCs.


Fluxograma do Enredo: Masterplan permite que você organize sua aventura usando um simples arrastar-e-soltar no fluxo-grama, que indica quando o Grupo poderá subir de nível.

Encontros de Combate: Masterplan permite construir encontros de combate, exibindo a criatura e seu bloco de status assim como o valor do XP do encontro; metas do XP são mostrados e os desafios inadequados ficam em destaque. Masterplan também pode gerar encontros aleatórios ou semi-aleatórios através dos modelos de encontros do Dungeon Master Guide. Masterplan também pode executar o encontro de combate, mantendo o controle de pontos de vida, condições e dano permanente.

Parcelas de Tesouro: Masterplan contém um gerador de parcelas de tesouro.

Armadilhas / Perigos: Masterplan inclui um editor simples para criar armadilhas e perigos. Armadilhas podem ser adicionados aos encontros.

Desafio de Perícias: Masterplan inclui um editor de desafios de perícias que automaticamente calcula o valor de XP do desafio e fornece valores adequados de dificuldade (DC). Desafios de perícias podem ser adcionados aos encontros.

Mapas Táticos: Masterplan permite criar e editar mapas usando pisos de masmorras ou outras imagens; estes mapas podem ser usados nos encontros. Os mapas podem ser gerados automaticamente, aventuras no estilo de exploração de masmorras podem ser geradas aleatoriamente a partir de qualquer mapa com apenas um clique.

Enciclopédia: Masterplan contém um projeto de enciclopédia integrada.

Opções dos Jogadores: Você pode definir raças, caminhos exemplares, destinos épicos, talentos etc para uso dos jogadores.

Visão dos Jogadores: Durante a sessão de jogo, Masterplan torna mais fácil para você compartilhar determinadas informações com os seus jogadores usando um monitor separado.

Estensibilidade: Você pode estender o Masterplan escrevendo novos recursos para ele.


Criando um Projeto


A tela inicial que você verá quando executar o Masterplan pela primeira vez é esta:



Para criar um projeto escolha Create a new project (ou escolha New project no menu File, ou pressione Ctrl+N). Será solicitado o nome do seu projeto, número de personagens do grupo, e o nível do grupo.



Para alterar essas informações posteriormente, vá até Project Properties no menu Project.


Na próxima parte do nosso pequeno tutorial vamos falar como inserir pontos da trama pela barra de ferramentas, usar a ferramenta Search e sobre os elementos do jogo.

Até mais pessoal

OldSkull

Referência: http://www.habitualindolence.net/masterplan/

    Conversa entre dois bebês...


    Salve cavaleiros. O sono leva a muitas coisas bizarras... O Poison do meu nome ja ta começando a afetar a sanidade durante as madrugadas de serviço.

    Enquanto isso, no berçário...

    - E aí, véio?
    - Beleza, cara?
    - Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
    - Quer conversar sobre isso?
    - É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
    - Como assim?
    - Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
    - Nunca.
    - Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
    - Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes... Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?
    - Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
    - Como assim, véio?
    - Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear... É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
    - Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
    - Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
    - Tipo o quê?
    - Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
    - Caramba! Mas por que ela fez isso?
    - Pra matar o gato.. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
    - Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
    - E sabe a Francisca ali da esquina?
    - A Dona Chica? Sei sim.
    - Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
    - Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
    - Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.
    - Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho..
    - Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
    - Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
    - É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua..
    - Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
    - Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.

    The Last Airbender - The Movie



    Salve Cavaleiros Insones. Eu to com insônia e venho lhes dar o upgrade da matéria escrita pelo nosso anfitrião FenrirX (twishhh!) a algum tempo.

    Depois do sucesso arrebatador de O Sexto Sentido, o diretor M. Night Shyamalan andou dando algumas escorregadas, como em Fim dos Tempos e A Dama na Água. Eu arrisco dizer que em The Last Airbender o cara vai se recuperar. Trago aos cavaleiros o primeiro trailer completaço. Dá uma olhada aqui e diga se não promete.

    Tá... General Iroh com menos corpo. Principe Zuko ja com cabelo e sem a cicatriz (pelo menos espero que apareça no desenrolar do filme)... Mas Katara bonitinha como deveria ser e Sokka com cara de imbecil. Aang teve um upgrade nas tatuagens dos monges nômades das tribos do Ar. Ficaram perfeitas. A históra no filme é exatamente o início da série.

    O Último Mestre do Ar (título em português, que eu ainda acho que deveria continuar "dobrador") é uma adaptação do desenho Avatar: The Last Airbender, exibido nos canais Nickelodeon e Globo (serviu pra alguma coisa). O lançamento será dia 02 de julho e por aqui será la pelo dia 23 de julho.

    Aguardemos.

    Pérolas: GURPS


    Campanha: As Quatro Forças

    Salve cavaleiros.

    Vou lhes contar as pérolas, que aconteceram em uma mesa de GURPS Martial Arts. Era uma campanha cinematográfica de 500 pontos (égui!) com direito a todo tipo de clichê. A campanha se passava naquele velho esquema de Torneio Mortal Kombat + O Grande Dragão Branco + Desafio Mortal, onde o "Comitê" envia os pergaminhos secretos aos lutadores, fazendo a convocação formal para o evento. Nem preciso dizer que eram somente os melhores dos melhores... Sei...

    Os Pjs...

    Bill Murray: Australiano, surfista, 45 anos, cabelso grizalhos nas laterais (praticamente o Sr. Fantástico). Luta Kung Fu Patas de Leopardo e Mantis. Era rico e tinha uma filha adorável...

    Rebeca Dowsoll: Dinamarquesa, mercenária, 30 anos, lésbica, vegan, viciada, Sumotori, Tae Kwondoka. Ainda tinha no currículo Kuk Sool Won e especialista em Katana.

    Cláudio "Dogão" Oliveira: Natalense, pagodeiro, forrozeiro, swingueiro, playboy, bombado e cretino. Lutava Jiu Jitsu, Muay Thai e Boxe. Assistia novela das 08 e era professor da UNP do curso de Fisioterapia (rá!). Preciso dizer que ele gostava de brigar nas festas do Vila Folia? Mp3 no ouvido, treinando e ouvindo: "NA PARADINHA, DINHA, DINHA, DINHA!!"

    Digaê... Um mestre do kung-fu que vive recluso em uma ilha nas proximidaes da Austrália e uma mercenária mundialmente renomada, são normais pra serem convocados pra o torneio do Comitê. Mas e quanto a um playboyzinho de Natal? Outras histórias... Bem, o torneio foi marcado pra acontecer na China. O local exato so seria revelado momentos antes do evento.

    Depois de Dogão aterrizar em território Chinês, defender um estranho de cabelos grizalhos que estava lutando contra ninjas no hall de entrada do aeroporto, ser levado pela polícia local, interrogado e liberado por que estava apenas se defendendo de "ninjas locais", pagou sua própria fiança (o.O) e saiu livre por Pequin. Mp3 no ouvido e... "NA PARADINHA, DINHA, DINHA, DINHA!!", ele nota que precisa de dinheiro.

    GM: Bixu, tu ficou sem grana...
    Dogão: É né?
    GM: So por curiosidade, você sabe falar chinês? Ou melhor, você sabe falar alguma língua além de português? Suas arte marcial em que você é mestre, seria qual?
    Dogâo: Jiu Jitsu!! Sou foda!
    GM: Então você so sabe falar japonês além de sua língua nativa...
    Dogão: Então preciso ir ao Banco. Qual é o meu banco?
    GM: Escolha...
    Dogão: Então eu quero o HSBC! Heehehehehe
    GM: Ta rindo de que?
    Dogão: Heheheh Nada pow.. Hehehehe.
    GM: Bem, como vc vai achar o HSBC em Pequin sem saber falar chinês?
    Dogão: Eu paro o primeiro amarelo que eu encontro na rua e pergunto: Tin Huan Premier Disainaeh?
    GM: O que porra significa isso?
    Dogão: Pow! Hehehehe. Essa frase é da propaganda do HSBC que ensina como perguntar onde fica o banco, em Chinês!
    GM: Hhauhauahauhaua FDP! Tá... Você para um cara e ele aponta pra o Banco...
    Dogão: Éga!! Vou sacar minha grana. Na propaganda fala que o HSBC tem sempre alguem que fala sua lingua...
    GM: Tá... Hahuahaaaa
    Dogâo: Mp3 no ouvido e... "NA PARADINHA, DINHA, DINHA, DINHA!!"

    Continua...

    Conto: Epitáfio


    Saudações Cavaleiros!

    Inaugurando o blog nesse fevereiro de férias (minhas férias), vou postar alguns contos que venho fazendo nesse mês que estou longe da internerd. Com o auxilio da net 3G de Rodrigo "Pergaminhos Dourados" Semente, vou postar semanalmente esses contos. Bom carnaval para todos, e opinem sobre o conto.

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    Conto: Epitáfio


    Meu nome é Katkrain, e eu estou morrendo.

    Agora, vejo meu sangue escorrer nesse corredor imundo, que outrora eu pastorava por reles moedas de ouro para sustentar minha família. Agora ele servirá como meu túmulo.

    Minha história não é diferente de muito das de vocês. Fui recrutado por um famoso mago, para um projeto ambicioso. Tudo segredo, claro. Os magos, além de toda a pomposidade de serem que são, ainda inventam segredos para que tudo fique cada vez mais interessante. Venho de uma família de muitos irmãos, e meu pai seguiu jornada como aventureiro errante, para nunca mais voltar. Essa seria minha sina, seguir os passos do meu pai, mesmo sem saber se seria vitorioso ou não.

    A proposta do mago era muito boa: 20 moedas de ouro semanais não é para qualquer um, somente o pré-requisito para entrar nessa aventura era saber as artes marciais, como segurar bem uma lança e impedir propensos invasores. Fácil, já que somos um grande contigente.

    A primeira semana passa tranquila. Em meu dia de folga volto para minha tribo, para minha mãe e meus irmãos com as moedas de ouro tão bem-vindas. Comemos como reis, mas no outro dia, teria que voltar para o meu posto.

    Na segunda semana, as coisas ficaram mais agitadas. Começam a vir vários escravos, capturados ao redor da floresta onde está meu posto. Deixo os batedores passarem, e me questiono que plano é esse que precisa de escravos. Mas as perguntas em minha cabeça se perdem em meus sonhos do próximo soldo. Meu posto é mudado. Antes em uma clareira onde servia de passagem para o castelo do mago, agora, fico na entrada do castelo. Ansiedade, pois só vejo a entrada de mais escravos. Vejo várias caravanas entrando com carroças fechadas, e somente os mais próximos do mago pode verificar e recolher os caixotes lacrados.

    Terceira semana. Com o dinheiro, já posso investir em uma armadura decente, não os farrapos que saí de casa. Fique feliz com essa expectativa. Ouço rumores que na cidade próxima, as transações do mago não estão sendo vistos com bons olhos. Não me preocupo, pois, quem seria o louco de invadir um castelo fortemente armado? E, pelo que ouvi falar do contigente da milícia local, seria suicídio por parte deles, algo como 15 contra 1. Mero engano meu.

    Quarta semana. Fui promovido a guardar os corredores do castelo. Fico feliz e muito por ver o mago, pela primeira vez, e pelo ato de consideração que ele tomou por mim. Pediu para o armoreiro do castelo me dar uma nova lança, obra-prima, e uma nova armadura. Eu estava na elite do castelo. Uma promoção que eu não curtiria, pois, na mesma noite, eles vieram.

    Era seis, somente seis, que acabaram nos derrotando. Um cavaleiro em sua reluzente armadura e grandiosa espada, um jovem que falava palavras de força e fé, um galante ser das florestas com seu certeiro arco, junto com um pequeno das profundas montanhas do norte e seu machado e um gesticulador de efeitos pirotécnicos. Somente seis, foram suficientes para me deixar aqui, no chão, esperando que os últimos veios de sangue deixem minha carcaça. Não sei se eles conseguirão deter o meu benfeitor, mas que finalizaram minha vida facilmente, isso sim eles fizeram, junto com a dos meus companheiros que jazem aqui perto.

    Como a vida de um goblin é difícil. Rezo para os deuses me darem uma nova chance como outra coisa...