Saudações Aventureiros!
Mulheres e o RPG - Mito?

Fiquei bastante intrigado com a postagem do Jonnathan Sena no blog RPG Pará, sobre dois assuntos polêmicos: Mulheres e o RPG, e Homens interpretando mulheres. Essa postagem serve como resposta a postagem dele (confiram aqui a postagem completa antes de lerem essa) e resolvi responder aqui nos Cavaleiros, invés de fazer um grande comentário no blog.
Mulheres e o RPG - Mito?

Não é de hoje que sempre temos a lenda que existem mulheres jogando RPG em algum local do Brasil (vou falar mais do Brasil, pois, a realidade difere um pouco de país a país). O RPG, pelo menos até metade da década de 1990, era realmente exclusivamente composto por homens, mais pela parte ainda retrógrada que "esse jogo é para meninos, vá jogar boneca, menininha." Dado aos jogos de miniaturas atraírem muito mais homens nas décadas anteriores a 1980, isso estigmatizou o jogo por ambas as partes do gênero, mas não creio que isso seja uma questão de preconceito.
Com o advento de jogos mais interpretativos, e menos sistemáticos, as mulheres começaram a conquistar o espaço dela dentro as mesas, mas não que elas eram bloqueadas pelos mestres, acho que muito pelo contrário. Levante a mão quem nunca quis ter uma mulher jogando em sua mesa? Como exemplo próprio, sempre tive várias amigas jogando em minhas mesas (eu como jogador ou mestre), e nunca senti esse preconceito gerado pela postagem. Agora, por parte da mulher, que naturalmente são as raras que se interessam por ambientes e histórias de fantasia heróica a Ficção Científica (quadro que hoje em dia mudou muito, graças a literatura e ao cinema), o RPG não era um atrativo. Hoje, o quadro já é bastante diferente. Um exemplo natural é que minha mulher, a Andréia, jogava RPG anos antes do nosso primeiro encontro, e agora, ela joga comigo Dungeons and Dragons 4th Edition, onde hoje em dia ela joga mais (PS. ela jogava mais Vampiro, A Máscara).
Um conselho para mestres que tenham esse tipo de preconceito em suas mesas: experimente florir sua mesa com uma jogadora, você vai gostar - e muito - do pensamento dela dentro do jogo, um pensamento "de mulher", onde tratamos na segunda questão levantada pelo Jonnathan...
Homens interpretando mulheres
Por que homens não podem interpretar mulheres? Essa questão é deveras levantada em muitos grupos, onde ainda existe a associação que o personagem do jogador é ele. Uma questão falha em grupos novos que não separaram essa associação. Se o mestre, tendo que interpretar vários personagens em seu mundo - até criaturas do sexo feminino - pode (e deve) interpretá-los, por que os jogadores não podem?
A associação entre personagens e jogadores é uma atitude falha, e não podemos transformar isso em preconceito, pois assim estaríamos denegrindo um hobby que a principal base é a imaginação. É como voltar no tempo, jogando um exemplo histórico, na época que mulheres não podiam interpretar papeis no teatro (creio que antes do século XX no Brasil, e antes do século XVIII no mundo) e os homens "mais afeminados" interpretavam as mulheres. Puro preconceito!
Em mais um caso, esse assunto é bom conversar com a mesa toda. Essa associação precisa ser quebrada, para não repercutir em algo off (fora do jogo), acabando em discussões e brigas. E como conselho, cada jogador de RPG devia um dia experimentar interpretar uma mulher, encarando - conforme o cenário - a perspectiva feminina. É uma experiência bastante interessante.
Continuem rolando dados, senhores e senhoritas, pois o RPG é um excelente jogo!
FenrirX®
Resposta do RPG Pará: Preconceito x Diversão - por A. Scarlet.



































