Saudações Cavaleiros!
Inaugurando o blog nesse fevereiro de férias (minhas férias), vou postar alguns contos que venho fazendo nesse mês que estou longe da internerd. Com o auxilio da net 3G de Rodrigo "Pergaminhos Dourados" Semente, vou postar semanalmente esses contos. Bom carnaval para todos, e opinem sobre o conto.
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Meu nome é Katkrain, e eu estou morrendo.
Agora, vejo meu sangue escorrer nesse corredor imundo, que outrora eu pastorava por reles moedas de ouro para sustentar minha família. Agora ele servirá como meu túmulo.
Minha história não é diferente de muito das de vocês. Fui recrutado por um famoso mago, para um projeto ambicioso. Tudo segredo, claro. Os magos, além de toda a pomposidade de serem que são, ainda inventam segredos para que tudo fique cada vez mais interessante. Venho de uma família de muitos irmãos, e meu pai seguiu jornada como aventureiro errante, para nunca mais voltar. Essa seria minha sina, seguir os passos do meu pai, mesmo sem saber se seria vitorioso ou não.
A proposta do mago era muito boa: 20 moedas de ouro semanais não é para qualquer um, somente o pré-requisito para entrar nessa aventura era saber as artes marciais, como segurar bem uma lança e impedir propensos invasores. Fácil, já que somos um grande contigente.
A primeira semana passa tranquila. Em meu dia de folga volto para minha tribo, para minha mãe e meus irmãos com as moedas de ouro tão bem-vindas. Comemos como reis, mas no outro dia, teria que voltar para o meu posto.
Na segunda semana, as coisas ficaram mais agitadas. Começam a vir vários escravos, capturados ao redor da floresta onde está meu posto. Deixo os batedores passarem, e me questiono que plano é esse que precisa de escravos. Mas as perguntas em minha cabeça se perdem em meus sonhos do próximo soldo. Meu posto é mudado. Antes em uma clareira onde servia de passagem para o castelo do mago, agora, fico na entrada do castelo. Ansiedade, pois só vejo a entrada de mais escravos. Vejo várias caravanas entrando com carroças fechadas, e somente os mais próximos do mago pode verificar e recolher os caixotes lacrados.
Terceira semana. Com o dinheiro, já posso investir em uma armadura decente, não os farrapos que saí de casa. Fique feliz com essa expectativa. Ouço rumores que na cidade próxima, as transações do mago não estão sendo vistos com bons olhos. Não me preocupo, pois, quem seria o louco de invadir um castelo fortemente armado? E, pelo que ouvi falar do contigente da milícia local, seria suicídio por parte deles, algo como 15 contra 1. Mero engano meu.
Quarta semana. Fui promovido a guardar os corredores do castelo. Fico feliz e muito por ver o mago, pela primeira vez, e pelo ato de consideração que ele tomou por mim. Pediu para o armoreiro do castelo me dar uma nova lança, obra-prima, e uma nova armadura. Eu estava na elite do castelo. Uma promoção que eu não curtiria, pois, na mesma noite, eles vieram.
Era seis, somente seis, que acabaram nos derrotando. Um cavaleiro em sua reluzente armadura e grandiosa espada, um jovem que falava palavras de força e fé, um galante ser das florestas com seu certeiro arco, junto com um pequeno das profundas montanhas do norte e seu machado e um gesticulador de efeitos pirotécnicos. Somente seis, foram suficientes para me deixar aqui, no chão, esperando que os últimos veios de sangue deixem minha carcaça. Não sei se eles conseguirão deter o meu benfeitor, mas que finalizaram minha vida facilmente, isso sim eles fizeram, junto com a dos meus companheiros que jazem aqui perto.
Como a vida de um goblin é difícil. Rezo para os deuses me darem uma nova chance como outra coisa...





































