
Saudações Cavaleiros.
Como prometido, continuo a série com uma adaptação do mestre dos quadrinhos; Sin City, de Frank Miller.
Essa adaptação merece certo destaque, pois foi feita por uma parceria do diretor Robert Rodriguez, Quentin Tarantino e o próprio criador das estórias: Frank Miller. Rodriguez queria, em suas próprias palavras, "que fosse Sin City de Frank Miller. Não Sin City de Robert Rodriguez". Por esse motivo ele chamou o autor para participar diretamente desta adaptação, isso é um dos motivos pelos quais considero esta uma ótima adaptação.
Sin City é um conjunto de estórias independentes, porém interligadas, que se passam todas em uma cidade chamada Basin City (Em algumas placas se vê o "ba" apagado). Destas estórias, o diretor escolheu três das principais e uma das menores para retratar em seu filme: "The Hard Goodbye"(Marv), "The Big Fat Kill" (Segunda estória de Dwight McCarthy), "That Yellow Bastard" (John Hartigan) e "The Customer Is Always Right" (da série "Booze, Broads and Bullets", retratada no início do filme).
Vou começar minha análise pela primeira de todas as estórias a ser escrita. "The Hard Goodbye" nos mostra um personagem com o rosto desfigurado e com um porte físico de um gorila que, segundo o próprio Miller, ganhou vida quando interpretado por Mickey Rourke. Nas estórias em quadrinhos o personagem é bem mais feio e bem maior que no cinema. Nos quadrinhos vemos que Marv tem cerca de 2,10m e coberto de músculos, sempre com um sobretudo em frangalhos que ele pegou de algum pobre coitado que se meteu a besta com ele. No filme ele tem um pouco menos de seu porte monstruoso (mas ainda assim é assustador) e uma personalidade praticamente igual à que se vê nos quadrinhos (até suas falas no filme são idênticas às dos quadrinhos). No entanto, foram cortadas no filme as partes em que Marv mostra um pouco de seu lado humano. Como por exemplo, a parte logo depois de pegar suas pílulas com Lucille, em que ele volta para a casa de sua mãe (mencionada mais tarde pelo promotor quando ele é preso) para buscar sua arma de estimação: "Gladys". Enquanto está em seu antigo quarto de criança ele relembra os tempos de infância, a estória por trás de sua arma favorita e até chora antes de ter uma conversa com sua mãe.
Por fim, "That Yellow Bastard" nos apresenta o detetive John Hartigan, interpretado no filme por Bruce Willis. Não consigo imaginar alguém mais apropriado pra esse papel, pois Hartigan é a imagem de um policial que Bruce Willis já interpretou exaustivamente; durão, com a barba mal-feita e um bom senso de justiça. O motivo pelo qual algumas partes foram cortadas nessa estória eu confesso que não entendi. Foram cortadas as conversas dos amigos e da esposa de Hartigan com ele quando ele estava na cama do hospital esperando ser julgado, partes que eu achava importante para o observador saber que ele não era o único policial honesto ou que a esposa dele acreditaria no que ele dissesse em sua defesa. Outra parte muito interessante que eu achei que merecia lugar no filme foi a confissão de Hartigan na prisão, quando ele teve que sair pra procurar Nancy e sua advogada de defesa era nada menos que Lucille, a mesma da estória de Marv. A cena é bastante revoltante pois nela ele é humilhado pelo senador Roarke em um show de falsidade e provocações implícitas antes de fazer a confissão falsa.
Enfim, se eu tivesse que dar uma nota ao filme em adaptação, seria um 9.7, no mínimo. Espero que tenham gostado deste post. Tem mais vindo aí.
Até mais.
Átila Fernandes








































