

Como prometido, vou começar a minha série de posts com o personagem John Constantine, de Hellblazer. Escolhi esse personagem pra começar porque, até agora, este foi o que mais foi mudado ao ser passado para Hollywood. O Constantine retratado no filme nos dá uma imagem melancólica e sempre ranzinza. Já o personagem das revistas está sempre bem-humorado e nunca perde a oportunidade de sacanear alguém. Muito embora, nos quadrinhos, Constantine tenha esse lado melancólico que é visto no filme, mas esse lado só é mostrado ao leitor, a quem constantine parece narrar cada estória e o único a quem ele revela o que realmente está passando em sua cabeça. Outro ponto do protagonista que mudou bastante foi sua aparência. Enquanto o constantine do filme é um americano com olhos pretos e cabelo escuro, o dos quadrinho é um inglês loiro dos olhos claros (ele foi feito com a intenção de ser idêntico ao músico Sting).
O filme diverge muito dos quadrinhos também na forma com que o (anti-)herói combate os seus inimigos, e suas motivações para fazê-lo. No filme vemos Constantine lutando contra demônios usando soqueiras celestiais, flechas encantadas e até lança-chamas, uma espécie de batman sobrenatural. No entanto, nos quadrinhos, nada disso ocorre. O protagonista se livra de praticamente todos os seus problemas (e as vezes os dos outros também) através da mais pura arte da enganação e manipulação, utilizando-se de várias magias e conhecimentos ocultos para levar a melhor sobre seus inimigos. Nos quadrinhos ele nem sabe usar uma arma de fogo direito, quem diria lutar kung-fu numa sala com 30 demônios. Os quadrinhos nos passam a idéia de que qualquer confronto direto com um demônio é morte certa, já no filme tudo se resolve na mais pura arte da "porrada".

Também é explicado no filme que Constantine luta contra as forças das trevas porque tentou cometer suicídio quando jovem, pois havia nascido com um dom para ver o mundo como ele realmente é (cheio de demônios e criaturas assustadoras), o que o deixou aterrorizado e o atormentava constantemente. A sua tentativa de suicídio havia feito com que deus o tivesse condenado ao inferno, e ele buscava retornar a suas graças através da luta contra o mal. Nos quadrinhos nada disso acontece. Ele não possui dom pra ver nada, não tentou se matar e muito menos se interessa pela bênção divina. Na verdade ele despreza ambos os lados do conflito e só "luta" contra as forças sobrenaturais para ajudar amigos ou para ter pessoas lhe devendo favores, ou às vezes só pra ter a satisfação de ter passado a perna em um demônio.
Para finalizar o post, vou falar das mudanças que foram feitas em personagens secundários na trama. Começando por Chas, o taxista que leva ele pra todo lugar. No filme ele é mais um ajudante adolescente, que tenta aprender tudo sobre o sobrenatural para se tornar um caçador como o protagonista. Nos quadrinhos eles têm uma relação bem diferente. Chas, assim como no filme, é um taxista. Porém, ele não é nem adolescente e nem aprendiz de Constantine, ele é um pai de família com esposa e dois filhos, com mais ou menos a idade do anti-herói, e só o ajuda pois lhe deve vários favores e tem uma amizade bem antiga com ele. Por sinal, eu mencionei que o Constantine dos quadrinhos não é bom de briga não foi? Pois é, quem sabe brigar e já salvou ele muitas vezes de uma surra foi o próprio Chas.

O filme diverge muito dos quadrinhos também na forma com que o (anti-)herói combate os seus inimigos, e suas motivações para fazê-lo. No filme vemos Constantine lutando contra demônios usando soqueiras celestiais, flechas encantadas e até lança-chamas, uma espécie de batman sobrenatural. No entanto, nos quadrinhos, nada disso ocorre. O protagonista se livra de praticamente todos os seus problemas (e as vezes os dos outros também) através da mais pura arte da enganação e manipulação, utilizando-se de várias magias e conhecimentos ocultos para levar a melhor sobre seus inimigos. Nos quadrinhos ele nem sabe usar uma arma de fogo direito, quem diria lutar kung-fu numa sala com 30 demônios. Os quadrinhos nos passam a idéia de que qualquer confronto direto com um demônio é morte certa, já no filme tudo se resolve na mais pura arte da "porrada".

Também é explicado no filme que Constantine luta contra as forças das trevas porque tentou cometer suicídio quando jovem, pois havia nascido com um dom para ver o mundo como ele realmente é (cheio de demônios e criaturas assustadoras), o que o deixou aterrorizado e o atormentava constantemente. A sua tentativa de suicídio havia feito com que deus o tivesse condenado ao inferno, e ele buscava retornar a suas graças através da luta contra o mal. Nos quadrinhos nada disso acontece. Ele não possui dom pra ver nada, não tentou se matar e muito menos se interessa pela bênção divina. Na verdade ele despreza ambos os lados do conflito e só "luta" contra as forças sobrenaturais para ajudar amigos ou para ter pessoas lhe devendo favores, ou às vezes só pra ter a satisfação de ter passado a perna em um demônio.
Para finalizar o post, vou falar das mudanças que foram feitas em personagens secundários na trama. Começando por Chas, o taxista que leva ele pra todo lugar. No filme ele é mais um ajudante adolescente, que tenta aprender tudo sobre o sobrenatural para se tornar um caçador como o protagonista. Nos quadrinhos eles têm uma relação bem diferente. Chas, assim como no filme, é um taxista. Porém, ele não é nem adolescente e nem aprendiz de Constantine, ele é um pai de família com esposa e dois filhos, com mais ou menos a idade do anti-herói, e só o ajuda pois lhe deve vários favores e tem uma amizade bem antiga com ele. Por sinal, eu mencionei que o Constantine dos quadrinhos não é bom de briga não foi? Pois é, quem sabe brigar e já salvou ele muitas vezes de uma surra foi o próprio Chas.

Outro personagem que foi mudado foi o Papa Midnite, o dono da boate pra onde ele vai algumas vezes. No filme, Papa Midnite é um homem de negócios que tem certa amizade por Constantine e que já foi um guerreiro contra os demônios, mas agora procura só ficar quieto e não arranjar confusão. Já nos quadrinhos, Midnite controla tipos bem menos ortodoxos de negócios; luta de zumbis, drogas, e vendas de artefatos mágicos. Ele não tem o menor apego por Constantine (até tenta matá-lo uma vez) e só o ajuda uma vez por benefício próprio.
Bem, espero que tenham gostado da minha comparação. Irei criar mais posts como esse sobre as adaptações que hollywood faz de nossos ídolos dos quadrinhos.
Até mais.
Bem, espero que tenham gostado da minha comparação. Irei criar mais posts como esse sobre as adaptações que hollywood faz de nossos ídolos dos quadrinhos.
Até mais.
































![[DM] Old Skull](http://img24.imageshack.us/img24/4254/diego02.jpg)




